Portugal

Especial Seminário Internacional de Feng Shui: a escolha faz o caminho

Esse foi o dia de subir a montanha do autoconhecimento e, nessa viagem, fomos pelos jardins da Quinta da Regaleira, um dos lugares mais deslumbrantes e misteriosos de Sintra.

Dia 8 - Kên, Autoconhecimento

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No meu caso, essa viagem começou ainda no Brasil, quando o Solano me convidou a colaborar com a leitura dos jardins da Regaleira, pelo Feng Shui Contemporâneo. Esse foi o método que mais estudei e apliquei em minhas consultas, além de ter sido aluna direta do Prof. Lin Yun, fundador dessa Escola. Mas fazer essa leitura, junto com o mestre Carlos Solano foi um desafio e uma honra.

A torre da Regaleira, a "montanha" mais alta, envolta pelo jardim.

A torre da Regaleira, a "montanha" mais alta, envolta pelo jardim.

O dia estava nublado, mas a temperatura amena foi ideal para percorrer o jardim externo.

O dia estava nublado, mas a temperatura amena foi ideal para percorrer o jardim externo.

A ideia não é descrever todo o estudo que fizemos, mas chamar atenção para alguns pontos que justificam a escolha desse lugar para experienciar essa área de estudo do Ba Guá. O trigrama relacionado ao Autoconhecimento, representado pelo símbolo da Montanha e do elemento Terra. 

Ao caminhar pelos jardins da Quinta, o visitante faz uma "viagem" que é associada a uma demanda espiritual. Repleta de magia, natureza e simbolismos, a visita à Quinta é um mergulho em si mesmo.

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Em vários dos monumentos e construções encontramos serpentes esculpidas ou pintadas. Elas representam a sabedoria. No caso da Regaleira, a serpente aparece na forma de caminhos sinuosos, ao longo dos jardins, e convidam a pensar sobre a união e equilíbrio entre corpo e alma, criando espaço para meditações e reflexões. 

O caminho da serpente não é visto de fora. Está envolto pela mata. Não se sabe onde esta a cabeça ou o rabo da serpente. Onde é o fim ou o começo.

O caminho da serpente não é visto de fora. Está envolto pela mata. Não se sabe onde esta a cabeça ou o rabo da serpente. Onde é o fim ou o começo.

Existe um caminho cifrado esperando para ser revelado. As chaves são várias e cada escolha levará a uma realização diferente.  Pode ser pelo amor, pela natureza, pela sorte. No Patamar dos deuses, cada um oferecia a oportunidade para escolher uma delas.

Vênus oferece a chave do amor

Vênus oferece a chave do amor

A deusa Fortuna lança a sorte.

A deusa Fortuna lança a sorte.

Quando Luigi Manini, arquiteto e cenógrafo, projetou a Quinta, a pedido de Carvalho Monteiro, (brasileiro, herdeiro e idealizador da Regaleira)  inspirou-se nos jardins iniciáticos que têm formas, simbolismos e objetos que provocam e promovem transformações e ritos de passagem.

Pelos jardins da Regaleira  fizemos um caminho metafórico em direção a nossa interioridade. O ponto alto foi a descida ao Poço Iniciático. Projetado 27 metros para dentro da terra, conta com 9 andares que correspondem às iniciações, segundo a Divina Comedia de Dante.

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Percorremos o jardim passando por todas as áreas da Roda da Vida, sentindo a energia de cada etapa, através dos símbolos, formas, vegetação, elementos e sentimentos. No final, conduzi o ritual do Reforço dos Três Segredos, traduzindo para sentimentos, as intenções do grupo para cada área da vida.

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E na Regaleira tudo fez sentido. A Roda simbólica girou e me trouxe aqui de volta. Para realizar o sonho de juntar Portugal e Feng Shui, com um dos Mestres que mais admiro. Quem sabe essa roda não me traz de volta e de vez. Sonha que dá!

Bj Bj e até amanhã com o ultimo capitulo.

Carlos Solano, eu e João Fiandeiro, nosso guia historiador.

Carlos Solano, eu e João Fiandeiro, nosso guia historiador.

Segue o link para os outros capítulos desse diário de bordo, feito com muito carinho:

Especial Seminario internacional de Feng Shui - Vamos começar pelo começo

DIA 1 - Kan, Destino/Missão de Vida - A Bela Sintra

DIA 2 - Kun, Relacionamentos - O que a natureza ensina

DIA 3 - Chên, Ancestralidade/Família - A vila das Rainhas, Óbidos

DIA 4 - Sun, Expansão - Pé de vento

DIA 5 - Centro - Sentimento é a chave

Dia 6 - Ch’ien, Amigos/Ajuda do Céu - O Criativo

DIA 7 - Tui, Criatividade/Futuro - O futuro encontra o passado

DIA 8 - Kên, Autoconhecimento - A escolha faz o caminho

DIA 9 - Li,  Realização - O poder da realização

Especial Seminário Internacional de Feng Shui: o futuro encontra o passado

Para o Budismo, estamos presos numa Roda que se repete em vários níveis, ao longo da vida. Cada vez que a Roda gira, temos a oportunidade de evoluir e viver essa impermanência com harmonia e consciência.

Dia 7 - Tui, Criatividade/Futuro

O dia foi dedicado à area da Criatividade, da criança, do futuro. Para vivenciar essa energia, escolhemos voltar ao passado para olhar o futuro. Visitamos o Cromeleque dos Almendres, monumento megalítico, com 12 mil anos, na região de Évora.

51 emprestando 12 mil anos de sabedoria.

51 emprestando 12 mil anos de sabedoria.

Constituído por uma centena de meníres, esse monumento pré-histórico está distribuido pelo terreno em forma de elipse, ao longo de um eixo orientado a Leste-Oeste.

Constituído por uma centena de meníres, esse monumento pré-histórico está distribuido pelo terreno em forma de elipse, ao longo de um eixo orientado a Leste-Oeste.

Ilustração do monumento, com as figuras pré-historicas gravadas nas pedras.

Ilustração do monumento, com as figuras pré-historicas gravadas nas pedras.

A mesma relação Leste-Oeste se repete entre as áreas da Criatividade e a Família, no Ba Guá. Ou seja, olhar o passado, nossa ancestralidade, pode nos ensinar muito sobre nosso futuro e o que queremos construir. 

Fizemos uma roda humana, bem no centro do monumento e lançamos nossas melhores intenções para o grupo, para o país que nos recebe e para o mundo.

Menir com inscrição pré-histórica

Menir com inscrição pré-histórica

A energia do futuro é de alegria. Essas florzinhas de camomila, preenchiam o ar com seu perfume. 

A energia do futuro é de alegria. Essas florzinhas de camomila, preenchiam o ar com seu perfume. 

Seguimos para o centro historico de Évora e tivemos a oportunidade de conhecer um patrimônio imaterial da humanidade da UNESCO.

Grupo Musical Amigos do Guadiana, alegrou nosso almoço, com o cante alentejano.

Grupo Musical Amigos do Guadiana, alegrou nosso almoço, com o cante alentejano.

O dia era do Tui, trigrama do Lago, que na Roda da Vida, simboliza a celebração da colheita com festas e música.

Nesse exercício de olhar para o passado e projetar o futuro, visitamos outro monumento icônico e polêmico da cidade de Évora: a Capela dos Ossos.

Nao fotografei o interior da capela, em respeito aos ossos que lá estão.

Nao fotografei o interior da capela, em respeito aos ossos que lá estão.

Com paredes forradas de ossos e crânios, extraídos dos cemitérios antigos da cidade, a Capela dos Ossos conversa com quem atravessa a soleira com a seguinte frase franciscana: "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos". Mais uma vez um símbolo da Roda da Vida, nosso objeto de estudo desse Seminário, relembra a impermanência da vida e a importância do que fazemos em cada dia desse caminhar.

O sol vai a lua vem
A água corre sem parar
O vento sopra a chuva molha
Para de novo o sol secar

Indo indo indo além
Além do além Bodhi Swaha

O sol a lua vem
Preste atenção não vai parar
As nuvens formam e se transformam
e o céu não sai do seu lugar

O mundo gira a vida flui
impermanência a ensinar

(Trecho de um mantra budista sobre a impermanência da vida)

Bj Bj e até a proxima

Segue o link para os outros capítulos desse diário de bordo, feito com muito carinho:

Especial Seminario internacional de Feng Shui - Vamos começar pelo começo

DIA 1 - Kan, Destino/Missão de Vida - A Bela Sintra

DIA 2 - Kun, Relacionamentos - O que a natureza ensina

DIA 3 - Chên, Ancestralidade/Família - A vila das Rainhas, Óbidos

DIA 4 - Sun, Expansão - Pé de vento

DIA 5 - Centro - Sentimento é a chave

Dia 6 - Ch’ien, Amigos/Ajuda do Céu - O Criativo

DIA 7 - Tui, Criatividade/Futuro - O futuro encontra o passado

DIA 8 - Kên, Autoconhecimento - A escolha faz o caminho

DIA 9 - Li,  Realização - O poder da realização

Especial Seminário Internacional de Feng Shui: sentimento é a chave

Estamos sempre tão rodeados de informação e estímulo que são raros os momentos de silêncio e introspecção. Hoje, a viagem será para dentro de nós.

Dia 5 - Centro

O centro da nossa casa é um vórtice importante de energia, como se fosse o eixo da Roda da Vida. Além de cuidar desse espaço físico, é preciso cuidar do centro do nosso ser. Aí, moram nossos valores mais fundamentais e essenciais.

No centro do Ba Guá não existe um trigrama associado, mas é o lugar da conjunção de todas as energias combinadas. Repare que o símbolo do Yin Yang fica pousado nessa área. Ele simboliza a busca constante pelo equilibrio.

No centro do Ba Guá não existe um trigrama associado, mas é o lugar da conjunção de todas as energias combinadas. Repare que o símbolo do Yin Yang fica pousado nessa área. Ele simboliza a busca constante pelo equilibrio.

A caminho de Tomar, observamos, símbolos e sentimentos que remetem a esse equilíbrio. Antiga sede da Ordem dos Templários, Tomar guarda uma riqueza artística e cultural, com dois expoentes que se relacionam numa combinação de energias opostas e complementares: Yin, a mata circundante e Yang, a fortaleza do Convento de Cristo. 

Imponente muralha do Convento de Cristo abraça a mata ao seu redor. 

Imponente muralha do Convento de Cristo abraça a mata ao seu redor. 

A lenda do Graal remete à busca do Sagrado. E nessa busca temos a chance de errar e aprender para chegar aonde queremos.

A lenda do Graal remete à busca do Sagrado. E nessa busca temos a chance de errar e aprender para chegar aonde queremos.

Dentro do Convento existe uma capela octogonal. Repleta de símbolos que foram sendo adicionados e revisados, ao longo dos vários séculos e Reis que por lá passaram, chamam-na de Charola Central.

O vazio na parte central lembra-nos que o centro é vertical, por onde o Céu se une à Terra e a luz à sombra. 

O vazio na parte central lembra-nos que o centro é vertical, por onde o Céu se une à Terra e a luz à sombra. 

Indescritível a beleza e o sentimento provocado por essa construção. Sagrado e profano se sobrepõe em camadas que compõe as pinturas e a própria arquitetura do lugar. 

Indescritível a beleza e o sentimento provocado por essa construção. Sagrado e profano se sobrepõe em camadas que compõe as pinturas e a própria arquitetura do lugar. 

Entrada para a mata circundante do Convento de Cristo.

Entrada para a mata circundante do Convento de Cristo.

Ainda em Tomar, acontece a famosa Festa dos Tabuleiros, de quatro em quatro anos. As mulheres criam um arranjo de cabeça equivalente a sua altura. Composto de flores, frutas, pombas, a cruz da Ordem e 30 pães. Por que essa quantidade?  São os 30 “dinheiros” que Judas recebeu ao trair o Cristo, e só por isso o Cristianismo passou a existir. Portugal é um país bastante Católico e muitas tradições e ritos permanecem vivos. Detalhe importante: apenas as mulheres podem carregar os tabuleiros. E são 6km com ele à cabeça. Símbolo da fertilidade, esse ritual remonta ao tempo dos Celtas.

Santuário de Fátima

Santuário de Fátima

Seguimos para a região de Fátima. Antes de chegar à Basílica, passamos por Ajustrel, aldeia onde nasceram os pastorinhos que receberam a mensagem do anjo. 

Aldeia de Ajustrel

Aldeia de Ajustrel

Ao lado de Ajustrel fica Valinhos, onde a aparição do anjo aconteceu. Nesse dia, dedicado ao Centro, o convite era sentir a energia do lugar. 

Meu sentimento foi de pertencimento. As oliveiras, ovelhas, sobreiros, o campo de flores, tudo remetia a aldeia do meu pai e avós. Doces memórias gravadas no meu DNA.

Meu sentimento foi de pertencimento. As oliveiras, ovelhas, sobreiros, o campo de flores, tudo remetia a aldeia do meu pai e avós. Doces memórias gravadas no meu DNA.

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Sobreiro, árvore da cortiça.

Sobreiro, árvore da cortiça.

Eu nunca havia visitado esses lugares. E Valinhos foi tocante. Uma energia angelical traz a sensação de paz que domina os campos com oliveiras e suas copas arredondadas. 

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Existe uma mensagem em cada um desses lugares, mas é preciso contar com o sentimento para acessá-las, que vai além da visão. É preciso abrir o coração para sentir.

Bj Bj

Segue o link para os outros capítulos desse diário de bordo, feito com muito carinho:

Especial Seminario internacional de Feng Shui - Vamos começar pelo começo

DIA 1 - Kan, Destino/Missão de Vida - A Bela Sintra

DIA 2 - Kun, Relacionamentos - O que a natureza ensina

DIA 3 - Chên, Ancestralidade/Família - A vila das Rainhas, Óbidos

DIA 4 - Sun, Expansão - Pé de vento

DIA 5 - Centro - Sentimento é a chave

Dia 6 - Ch’ien, Amigos/Ajuda do Céu - O Criativo

DIA 7 - Tui, Criatividade/Futuro - O futuro encontra o passado

DIA 8 - Kên, Autoconhecimento - A escolha faz o caminho

DIA 9 - Li,  Realização - O poder da realização

Especial Seminário Internacional de Feng Shui: pé de vento.

Hoje, o dia estava programado para explorarmos o trigrama Vento, a área do Ba Guá que representa a Expansão ou mais comumente conhecida como área da Prosperidade.

Aqui, faço uma pausa para esclarecer que Prosperidade, no sentido do Feng Shui, nada tem a ver com ganhos financeiros, apenas. Essa interpretação simplificada foi muito difundida, ajudando a criar a falsa expectativa de que ao colocar um símbolo de riqueza nessa área da casa, automaticamente o dinheiro apareceria. 

Na verdade, no sentido correto da leitura, a expansão pede ação para realização dos seus dons. Os ganhos são consequência. Daqui pego o gancho para contar as aventuras do dia.

Dia 4 - Sun, Expansão

Invocamos o vento e ele veio com toda a sua força. Começamos com um dia extremamente úmido e ventoso. E fomos ao ponto mais alto de Sintra, onde as condições climáticas eram ainda mais extremas.

Na subida à Pena, a mística e a neblina envolvem a floresta densa e repleta de espécies do mundo todo.

Na subida à Pena, a mística e a neblina envolvem a floresta densa e repleta de espécies do mundo todo.

Chegando ao Palácio da Pena, a neblina mal deixava ver a construção. Nosso guia explicou a origem da palavra Pena: por ser um lugar muito, muito alto “acima no céu, só os pássaros” (Pena no sentido da pena dos pássaros). Mais uma vez, o vento estava presente no nosso caminho.

Palacio da Pena envolto no "bafo do dragão".

Palacio da Pena envolto no "bafo do dragão".

Essa busca por expansão, nem sempre é fácil. A chave está no movimento, na ação. Durante todo nosso trajeto, muitos símbolos cruzaram nosso caminho, lembrando o significado dessa área no Ba Guá. 

A escultura no pórtico da entrada no Palácio nos lembra que, para alcançar o outro lado, é preciso encontrar a chave. 

A escultura no pórtico da entrada no Palácio nos lembra que, para alcançar o outro lado, é preciso encontrar a chave. 

Repleta de símbolos, a arquitetura desse Palácio de verão da Coroa é fruto da criatividade de D. Fernando II, com referências arquitetônicas de influência manuelina e mourisca, em meio ao Romantismo do século XIX em Portugal

Sem dar trégua, o vento nos manteve juntinhos e encapuzados para fugir da chuva.

Meus companheiros de ventania

Meus companheiros de ventania

A próxima parada seria o Convento dos Capuchos, com arquitetura espartana em contraste absoluto com a opulência do Palácio e a floresta luxuriante. Não fosse esse o dia dedicado ao vento...

O mau tempo nos impediu de visitar o Convento dos Capuchos

O mau tempo nos impediu de visitar o Convento dos Capuchos

Fato é que tivemos de mudar a velas e rumar para o Cabo da Roca, pois o lamaçal formado pela constante chuva miúda não permitia que o ônibus fosse ao Convento.

Fazendo um paralelo com a nossa vida, nessa busca, nem sempre o caminho que planejamos é o que o universo nos reserva. Então, no lugar de lutar contra a força maior, melhor é aceitar e não nadar contra a corrente. Ou simplesmente, boiar como uma pena, ao sabor do vento.

E lá chegamos, no ponto mais ocidental da Europa, no limite da expansão desse continente. Assustadoramente forte, o vento levantava as capas, dobrava os guarda-chuvas e a molhaceira foi geral.

Essa foi a unica foto do Cabo da Roca que consegui fazer, rsrsrs

Essa foi a unica foto do Cabo da Roca que consegui fazer, rsrsrs

A virtude do Vento é a suavidade. E assim terminamos o dia, lançando ao vento nossas buscas para que as sementes caiam em terra fértil.

Bj bj e até amanhã

Segue o link para os outros capítulos desse diário de bordo, feito com muito carinho:

Especial Seminario internacional de Feng Shui - Vamos começar pelo começo

DIA 1 - Kan, Destino/Missão de Vida - A Bela Sintra

DIA 2 - Kun, Relacionamentos - O que a natureza ensina

DIA 3 - Chên, Ancestralidade/Família - A vila das Rainhas, Óbidos

DIA 4 - Sun, Expansão - Pé de vento

DIA 5 - Centro - Sentimento é a chave

Dia 6 - Ch’ien, Amigos/Ajuda do Céu - O Criativo

DIA 7 - Tui, Criatividade/Futuro - O futuro encontra o passado

DIA 8 - Kên, Autoconhecimento - A escolha faz o caminho

DIA 9 - Li,  Realização - O poder da realização

Especial Seminário Internacional de Feng Shui: a vila das Rainhas, Óbidos

A vila de Óbidos, era o dote das Rainhas quando esposavam um Rei de Portugal. Era lá que elas passavam o verão, junto com suas aias, fugindo do calorão das outras partes do país. Por conta disso, um ditado popular diz que "o Inverno vai passar férias em Óbidos"!

Essa forte presença feminina marcou a história da vila, que ainda se percebe nas ruas floridas, nos nomes de muitos estabelecimentos e na forma da muralha, que lembra um útero.

O Castelo de Óbidos, hoje, pertence a um grande grupo hoteleiro.

O Castelo de Óbidos, hoje, pertence a um grande grupo hoteleiro.

Dia 3 - Chên, Ancestralidade/Família

E falando em Reis e Rainhas, o terceiro dia do Seminário foi dedicado ao  tema da família, ou da nossa ancestralidade, e sua influência em nosso crescimento. A energia associada a essa área, no Ba Guá (veja abaixo), é o Trovão.

Ba Guá do ceu posterior

Ba Guá do ceu posterior

Pense num trovão e reflita sobre seu significado. É um estrondo, um despertar que empurra a semente para fora da terra e a faz crescer. Isso dói. Provoca crises que muitas vezes não são elaboradas e acabam por nos aprisionar em padrões que não nos pertencem.

Flores por toda parte...

Flores por toda parte...

E as papoilas...

E as papoilas...

As muralhas que aprisionam, também nos protegem. Por cima delas, podemos enxergar ao longe. É possivel fazer aqui uma associação com o papel da família em nosso desenvolvimento.

As muralhas que aprisionam, também nos protegem. Por cima delas, podemos enxergar ao longe. É possivel fazer aqui uma associação com o papel da família em nosso desenvolvimento.

Elaborar essas crises é uma chave importante para o crescimento e desenvolvimento do nosso ser e da nossa missão. Preso ao passado, não há futuro. Portanto, reverenciar o passado é importante, mas é preciso transformar essa bagagem em um novo caminho e não em um fardo. 

Que esse caminho seja leve e feliz como essa bicicleta.

Que esse caminho seja leve e feliz como essa bicicleta.

Até breve!

bj bj

Segue o link para os outros capítulos desse diário de bordo, feito com muito carinho:

Especial Seminario internacional de Feng Shui - Vamos começar pelo começo

DIA 1 - Kan, Destino/Missão de Vida - A Bela Sintra

DIA 2 - Kun, Relacionamentos - O que a natureza ensina

DIA 3 - Chên, Ancestralidade/Família - A vila das Rainhas, Óbidos

DIA 4 - Sun, Expansão - Pé de vento

DIA 5 - Centro - Sentimento é a chave

Dia 6 - Ch’ien, Amigos/Ajuda do Céu - O Criativo

DIA 7 - Tui, Criatividade/Futuro - O futuro encontra o passado

DIA 8 - Kên, Autoconhecimento - A escolha faz o caminho

DIA 9 - Li,  Realização - O poder da realização